quinta-feira, junho 28, 2007
Ser ridiculo. Uma questao de gosto.
segunda-feira, junho 25, 2007

Se, por um lado, quando se houve pela primeira vez um de seus cds seja provável que a considere a melhor cantora dos últimos tempos, por outro lado, é fato que essa certeza vai caindo por terra depois de algum tempo.
O fato é que essa moça foi uma bela descoberta, já que tem um timbre de voz super diferente, estilosa e agradável. Mas é interessante perceber que a produção por trás dela é absurdamente e colossalmente bem feita, fazendo com que a fofa se pareça com algo tipo uma mulher qualquer que passou por três lipos, seções de estética, maquiagem e pelas mãos de um belo cabeleireiro. Ou seja, o buraco é mais embaixo.
Rehab dá vontade de sair dançando e de colocar um vestido de bolinhas vermelhas com uma faixa na cabeça, alem do que é uma das musicas mais interessantes que eu já escutei por esses tempos.
Uma das coisas que fazem de Ammy ser menos do que ela realmente é, é a sua loucura programada Ela se acha a louca-rebelde-da-voz-bonita-cheia-das-tatuagens. Me aparece na mídia com os braços cortados (numa aparente tentativa de suicídio ou auto-flagelaçao) e ainda grita para o jornalista na piscina do hotel: "O que vc ta olhando?". Oh meu deus, como ela e malvada! Tsc, tsc.
Alem disso, houve por aí um boato de que ela seria a próxima Bond Girl.... depois daquele ridículo do Daniel Craig, tinha que ter outra figura desse naipe na seqüência do agente (quase) secreto.
É engraçado isso, mas quando se houve Ammy Winehouse, alguns pensamentos contraditórios beira a sua sanidade mental: "Nossa, que bacana!", "Mas que estranha", "Sensacional!", "Que personalidade mais vulnerável", "Ah, ela eh a reencarnação da Billie Holiday", "Puta mala!". Pois é.
Mas essa misturinha inusitada de anos 60, Billie Holiday, Rita Pavone, um produtor fudido e mais uma boa mão da mídia deu certo. É praticamente impossível ouvir uma musica só ou se sentir indiferente com a voz autêntica e madura dela. A mina é boa viu. Só um pouco perturbada.
Opa! Amy estaria despistando os jornalistas se difarçando de Alessandra Negrini, Paula e Tais???
quinta-feira, junho 14, 2007
Couvert artístico, essas coisas
Há exatas duas horas, me recolhi embaixo do edredom com meu livro novo, crente de que eu poderia me espreguiçar e esfregar deliciosamente os pés no lençol quando, ao tentar me concentrar na leitura, ouço no fundo na minha cabeça: “Então veeeeeeem (então vem), maltrata de vez (maltrata de vez), estou com saudade e a tua maldade me faz delirar... te perdeeeeeeeeeer (te perder) ....”. Senti o sangue fugir do meu corpo, fiquei gelada de nervoso.
Tudo bem, a cantoria seguiu e logo chegaram Martinho da Vila, Djavan, Jorge Aragão, Alcione. A cada batida que esse maldito filha da puta dava no bumbo, eu sentia como se eu ouvisse vozes sobrenaturais dizendo “mate, estrangule, esquarteje”. A situação, por incrível que possa parecer, ficou muito pior. Ouço, entrando pela janela, porta e por entre os vãos de cada tijolo do meu quarto, o som esgarçado de um saxofone. Sim, um saxofone numa banda de pagode. As notas fugiam, o cara não conseguia achar uma nota sequer, esse desgraçado. De certo deve ter ganhado o cd do Caio Mesquita no dia dos namorados, se animou e fez uma aula intensiva com o Ivan Meyer ontem. A essa altura eu já estava lilás de fúria. Na cor da tendência outono-inverno.
De repente, baixou em mim o espírito-líder-de-comunidade-da-periferia.
- Alô, é da polícia?
- Pois não.
- Então, eu moro aqui nos Campos Elíseos e há um tempo abriram um boteco aqui do lado da minha casa. O problema é que tem um grupo de pagode horrível com um saxofonista pior ainda que não tá deixando ninguém dormir. Sabe como é né moço, aqui na rua moram muitas senhoras de idade, todo mundo acorda cedo amanhã e....
- Senhora, como se trata de um estabelecimento comercial, a senhora tem que ligar no plantão da prefeitura e solicitar averiguação.
- E eles funcionam essa hora?
- Não sei, não senhora.
- E eu vou ter que suportar esse cântico de umbanda com participação do Kenny G na minha casa?
- Pois é senhora.
- Ah.
Liguei na porra do número que o soldado me passou. Obviamente, funcionários públicos trabalhando seria uma quebra de protocolo, ainda mais numa hora dessa. Já que a polícia não resolveu, resolvi apelar feio. Chamei a minha mãe.
Abri a porta do quarto dela, meu pai parecendo um cadáver estirado na cena do crime – só faltava o contorno branco na cama – e minha mãe lendo calmamente seu livro espírita no lado da cama que lhe é de direito.
- Mãe?
- Oi filha.
- Eu liguei pra polícia pra eles virem acabar com essa palhaçada, mas eles não podem fazer nada.
- Ah, vá vá. Eu to quase pegando uma latinha e sentando lá fora!
- (cara de lontra desmotivada)
- Daqui a pouco eles param.
Juro por deus que por algumas horas eu desejei uma morte lenta e cruel a todos os saxofonistas. Se não fosse por ele, especificamente, o grupo de pagode aqui não seria tão prejudicial e eu não precisaria deixar um vergonhoso pedido de socorro na secretária eletrônica do departamento de infra-estrutura da Prefeitura.
quarta-feira, junho 13, 2007
sexta-feira, junho 08, 2007
Esse publicitarios de cristo...

O cara das fotos eh o mesmo... sera que eh o pastor? Sera que eh um ator contratado?
Chamem os antropologos.
segunda-feira, junho 04, 2007
Num guento.
1- Mulheres-maraca - Usam coisas enormes pelo corpo, como brincos que são verdadeiros chocalhos. Ao invés de uma pulseira, colocam o mostruário inteiro até o cotovelo e mil anéis em cada dedo. Resultado? Qualquer movimento elas ficam parecendo um assistente de sonoplastia, tudo faz barulho, um tilim-tilim insuportável. Vai digitar alguma coisa no computador, cléc-cléc-chaaaamm-péc-péc-xim-chaaaaam... para complementar e fazer jus ao sub-gênero, usam sapatos de salto que serviriam como ótimas furadeiras ou como instrumento de percussão. Quando o assoalho é de madeira então, pelo amor de deus.
2-Mulheres-mulherzinhas - tudo é rosa. Celular, chaveiro, sombra, guarda-chuva, tela do computador. O cocô também deve ser rosa. São do tipo que não podem ver a Hello Kitty que já gritam, esperneiam e dizem "nossa, é a minha cara". Elas colocam uma coleção de bonequinhas na mesa de trabalho, que fica parecendo uma penteadeira de cigana. Geralmente são capazes de despertar sentimentos de repulsa e asco.
3- Mulheres-siamesas - não sabem se distinguir do próprio namorado. Não conseguem ver o espaço vazio que separa os dois e nunca se refere a si como indivíduo. Funciona assim: você diz algo bem básico do tipo "nossa, que bolsa bonita que você comprou!". E ela responde "ah, obrigada, eu comprei porque nessa cabe a carteira, as chaves e o celular do Flávio". Ou então você pergunta "vamos comprar um bolo pro aniversário do fulano?" e ela responde: "nossa vamos, esse dias eu fiz um bolo de damasco pro Flávio e ele amou. Vamos comprar um bolo de damasco?".
4-Mulheres-que-não-peidam - elas falam tão baixo que é preciso repetir a frase umas 10 vezes até que seja entendida. São finas, discretas e geralmente têm olhar de peixe morto. Nunca espere um palavrão delas, muito menos uma piada. Elas sempre colocam a mão na boca quando vão rir de alguma coisa (imagine alguém me ver com essa boca escancarada) e têm problemas de reflexo. Não peidam, não cagam, não arrotam. Reagem aos estímulos duas horas depois e sempre perguntam "quê?" ou dizem "é, né" depois que você fala com elas. Despertam vontade de jogá-las pela janela ou de dar uns tabefes na cara.

