domingo, setembro 30, 2007

Você pinta como eu pinto?

Depois do cara que pinta com a bunda, do qual eu já falei aqui há um tempo atrás, eis que surge mais um artista contemporâneo pronto para mostrar sua brocha australiana ao mundo: o artista plástico Tim Patch, conhecido também como Pricasso, pinta com o seu pinto sim. E muito bem, por sinal.


Aqui nessa foto, ele faz uma demonstração ao vivo do seu potencial na SEXPO - uma feira de sexo na África do Sul. Ao fundo, o retrato de Bush, que você pode levar para a sua casa por 295 dólares. Se preferir, também tem o amigo dele à venda:

Quer conhecer mais? Acesse http://www.pricasso.com/ e agradeça à Ana Alice por essa preciosa sugestão.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Aceçorias de imprença

Ser da imprensa é um presente de deus. A gente sabe de tudo em primeira mão, chamam a gente pra ir em festas de catiguria... mas, o que eu mais gosto de tudo é saber das coisas assim que elas são lançadas nesse nosso querido país.
Tenho recebido algumas sugestões de pauta que deixam meu dia mais alegre e que me fazem repensar no papel das assessorias de imprensa que atiram para todos os lados quando o assunto é vender o peixe. Muitas vezes eles querem vender o peixe deles na sorveteria.
Entenda o caso com essas coisas que chegam no meu emeio todo dia - em uma revista de ARQUITETURA:

Armarinhos Fernando patrocina novo CD de Carla Perez
A cantora e dançarina baiana também lança um novo site para os fãs

Atento às novidades que permeiam o mundo artístico, o grupo de lojas Armarinhos Fernando junta-se a uma personalidade de sucesso. Trata-se de Carla Perez, dançarina, cantora, e que agora estuda com o diretor Nilton Travesso para se dedicar às artes cênicas.
No último Carnaval, Carla Perez fez um pré-lançamento de seu terceiro Cd intitulado Eletro Kids, com regravações de sucessos nas vozes de Ivete Sangalo, (Empurra, Empurra), Chiclete com Banana (Quero Chiclete), Asa de Águia (Dança da Tartaruga, que será a musica de trabalho), Harmonia do Samba (Desafio/ Paradinha) dentre outros. O objetivo é aproximar ainda mais o público infantil da artista.
Em cima do seu trio elétrico, Algodão Doce, Carla Perez apresentou para seus fãs o álbum, que contém 14 faixas, teve a direção/produção de Xanddy e produção fonográfica da Cinema Music. O O lançamento oficial acontece nesta terça-feira, 18 de setembro, no Parque da Mônica, no Shopping Eldorado, em São Paulo, às 19 horas.
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Funexpo2007 supera todas as expectativas
Expositores, visitantes e organizadores comemoram o sucesso do evento
A 7ª edição da Funexpo - Feira Internacional de Produtos, Serviços e Equipamentos para o Setor Funerário e de Cemitérios - terminou no dia 01 de setembro e bateu todos os recordes.
O número de visitantes e o volume de negócios superou o esperado pelos expositores, e mais uma vez, consagra o evento como uma oportunidade para integração entre os empresários do setor e também de realizar ótimos negócios.
(sim, isto é uma exposições de caixões e apetrechos mórbidos)

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BAD BOY TEM NOVOS MODELOS UNDERWEAR PARA O VERÃO

A Bad Boy acaba de lançar os modelos underwear Primavera-Verão 2007/2008 confeccionados pela Mash. Para atender todas as idades, a Bad Boy trouxe para o mercado nacional as linhas adulto e infantil.
A linha adulta é composta de cinco modelos de cuecas. Já a para crianças disponibiliza dois modelos. Ambas possuem recortes anatômicos e trazem elásticos personalizados com estampa da marca multiesportiva.
As cuecas traduzem o espírito de determinação e atitude da Bad Boy e estão disponíveis nos tamanhos P, M, G e GG. A grande novidade dos novos modelos são as estampas laterais na malha que remetem a identificação com a marca. (repare o bom gosto da cueca)
Mereço? Hein?

terça-feira, setembro 25, 2007

Senõr Abravanel para ministro da Educação


Agora, vejam só, querem "bonificar" com dinheiro os alunos que tiram notas altas para que eles se sintam motivados a continuar estudando. Reparem: pode chegar a mais de 1.500 reais ao final do ano pro pivete que passar de ano. E adivinha? Tinha que ser onde? No Rio de Janeiro (sem preconceito).
Eu acho que demorô. Aliás, eu acho que essa proposta deveria ser incluída na nossa legislação permanentemente e de uma forma bem generalizada. Então ficaria assim:
Todo político deve ganhar a bonificação quando recusa uma propina básica, ou quando se recusa a fazer parte de esquemas de corrupção ou ainda quando presta contas de seus gastos corretamente à União.
Todo atleta deve ganhar um "mimo" do governo federal quando ganha uma competição. Pode ser as Olimpíadas ou o Campeonato de Críquete da Terceira Idade de Sertãozinho.
Se você resistir à tentação e não entrar em um Mc Donalds, se dirigindo imediatamente a um buffet de saladas e grelhados, você merece sim, ganhar um bonus por preferir a melhor opção.
Quando você definitivamente perceber que o cigarro deixa seus pulmões podres e decidir nunca mais colocar um na boca, parabéns! Você será mais um beneficiado pelo Bolsa-ex-fumante.
Quando um bandido resolver seguir os grandes ensinamentos malufistas e deixar a vítima ir embora, tranquilamente, após um estupro de leve, ele será bonificado também. Afinal de contas, ele fez o favor de não matar a pobre coitada.
Ora, peçouas, o que é que há com a cabeça desses engravatados? Será que as pobres crianças que só precisam de um estímulo não vão pensar em ameaçar a professora de morte com seu fuzil iraquiano em troca do seu bônus? "Ae, fessora, põe um déiz aí que senão te encho a cara de azeitona logo ali na saída".
Será que não é visível a vontade de mudar, a qualquer custo, a imagem (veja, é só a imagem) do Brasil perante os outros países? Por um acaso, é racional oferecer dinheiro a uma criança para que ela passe de ano, sob um ensino de uma professora igualmente despreparada, sem cultura e que ganha um salário humilhante? O que será que pode acontecer com uma criança que é educada para acreditar que tem que ser recompensado com uma graninha por tudo o que ele fizer na vida? "Opa, vovó, te ajudei a atravessar essa avenida, agora, móia a mão aqui". "Ae, gata, resolvi me casar com você, agora paga meu dote".
Por que será que a política brasileira anda tão imediatista assim? Por que agora o dinheiro virou a moeda de troca de favores para absolutamente TUDO? Só fica faltando contratar o Ivo Holanda e o Carlinhos Aguiar (a Ruth Romci já morreu, uma pena) pra fazer um novo Topa Tudo por Dinheiro. E eu ainda cheguei a achar estranho quando uma escola aqui de Ribeirão prometeu dar notebooks de presente pra quem passasse no vestibular.
Desculpe, mas to indo nessa. Vou solicitar o bônus pro meu chefe por não ter passado a perna em nenhum colega de trabalho durante esse ano. Mereço né?

sexta-feira, setembro 21, 2007

Xu xu xu, sasha-sha

Quando veio ao mundo, ela ganhou 10 minutos de cobertura do Jornal Nacional. Seu álbum de fotografias é conhecido entre os plebeus como Caras, que insistentemente registrou todos os seus passos, seu primeiro sorriso, o primeiro tombo, o primeiro cocô. Mamãe, orgulhosa, a ergueu ao mundo - viu isso no Rei Leão e achou bonito -, fazendo, silenciosamente, um pacto com o capeta para que o cabelo dela clareasse. Os anos passaram. Ela cresceu e, com seu nome de cocker spaniel, assumiu a personalidade da mãe. Surpresa! Ficou loira.
Sim, a Princesa dos Baixinhos já é pré-adolescente e... embolorada de rica. Sasha Meneghel é uma diva. Nasceu para brilhar, definitivamente, no país da piada pronta, sem saber, é claro, que é mais uma anedota quase sem graça nenhuma.
Sem juízo de valor, observem. Ela está dentro de um Big Brother desde que nasceu. Xuxa praticamente não deu à luz, mas aos flashes. Xaxa não conhece os prazeres de conquistar um amigo interessado só na sua companhia. Sua avó materna não é muito de demonstrar seus sentimentos, pois ela só tem uma expressão facial devido à argamassa que preenche suas camadas cutâneas. O que diabos corre pela cabeça dessa pobre criatura? Hein? Hein? Hein?
Analisando todo o seu histórico de vida, é de se compreender que após ter ganhado o seu primeiro xutiã de mamãe Xuxa, ela tenha se sentido, digamos, poderosa, segura de si e preparada para a chegada do seu primeiro modes com abas e cobertura extra-seca. Como a notícia de que a petiz ganhou xua primeira lanxerri caiu como uma bomba no universo multicolorido da imprensa (tem marrom, cor-de-rosa, verde), foi organizada uma coletiva para que tudo pudesse ser esclarecido, democraticamente, afinal de contas, a nação precisa de explicações sobre algo tão... histórico.
"Sasha, agora que você já é uma mocinha, você já sabe o que vai ser quando crescer?" - pergunta a jornalista sedenta.
"Tenho três opções: modelo, treinadora de golfinhos e pintora".
Um lexotan e uma corda, por favor.

Pelo menos ela não quer ser atriz também. Já é um bom começo.

terça-feira, setembro 18, 2007

Originalidade

Não sei se alguém já reparou, mas em todos os cantos do mundo há pessoas querendo "fazer algo novo", "inovar", "ousar", enfim, querem a todo custo levar o rótulo de foda do ano. E o mais engraçado é que quanto mais querem ousar, mais a coisa se repete.
Outro dia mesmo eu estava sentada num bar com duas amigas, comendo uma saudável salada de frutas, quando entra em cena uma banda chamada Dona Benta que, aliás, é muito legal e eu recomendo. O encanto se desfez quando, depois de algumas músicas - e isso incluía Tim Maia, Farofa Carioca, Funk Como Le Gusta -, o vocalista solta o típico clichê egocêntrico que atinge todo santo músico: "E aí galera! Somos a banda Dona Benta e a nossa proposta é fazer um som bem diferente, puxamos pro lado do funk, do soul, a gente curte essa praia, esse é um som que ninguém costuma ouvir por aí".
Bom... aí já me deu um revertério estomacal porque esse é o tipo de coisa que eu ouço desde os meus 17 anos, quando comecei a tocar em bandas e a conhecer os músicos daqui. Depois, vejo no programa do Gugu "Os Virgens" - uma banda de véios de guerra aqui em Ribeirão - e que resolveram investir numa proposta super inovadora: imitar os Mamonas Assassinas. Imagine que bacana: os caras já tem lá seus 30, quase 40 anos, são casados, com filhos, e cantam músicas chucras num programa escroto, vestidos como retardados mentais. Senti muita vergonha alheia. Quer um outro exemplo? Existe um programa esportivo na Band que passa no final da tarde. Tem um cenário legal e você até fica com vontade de assistir, até que a apresentadora abre a boca. E quem é? Luise Altenhofen (que porra de nome). Ela gagueja, tem uma voz irritante, não sabe muito bem o que está falando, maaaaasss... é linda, é gostosa, é famosa, é loira, é surfixxxta. Ao lado dela, um moço chamado Guilherme Arruda, que fica parecendo um vaso de samambaia no programa, apesar de conseguir se sair melhor que a companheira. Inovação no jornalismo esportivo? Claro, senhores, e também um belo retrocesso. E isso acontece enquanto o monstrengo do Jorge Kajuru se fode na vida por tentar fazer, há décadas, um jornalismo esportivo decente, sem rabo preso - isso sim é uma coisa nova. Um detalhe: há dois anos, quando Kajuru escrevia pra Folha, ele denunciou lavagem de dinheiro no Curíntia. Foi processado e ninguém botou fé no que o maluco dizia. Hoje, vemos Luise ajeitando suas madeixas enquanto o programa não entra no ar: "Mas xenti, eu achei que o Dualib era senador, tipo assim, um amigo do Renan?". É, realmente.
Enfim, gente que acha que tá abafando tem de monte, tipo gente querendo inovar o visual cortando o cabelo igual o da Priscila Fantin (nossa, esse cabelinho fica ridículo em qualquer ser, que não ela) ou fazendo as unhas como da Giovana Antonelli (meu, vai ser brega assim no inferno).
As pessoas acreditam que estão fazendo coisas novas. No país, milhões de revistas, programas de televisão, salões de cabeleireiro, agências de publicidades surgem a todo momento prometendo uma proposta inovadora, termo que me dá uma ziquizira quando ouço.
No final das contas, todo mundo quer sair da massa, mas acaba-se criando um outro tipo de massa, numa balança onde se pesam os ignorantes e os antenados, sendo que as duas partes sofrem da mesma alienação crônica.
Pra mim, novidade é o Tom Zé tocando serrote e folha de jornal nos anos 60. É o Roberto Jefferson caguetando os coleguinhas, mesmo sendo ele um belo picareta. É fazer uma propaganda com bebês tomando leite vestidos de bichinhos. É chamar o Alberto Dualib de velho safado e o Ricardo Teixeira de cachaceiro em um programa ao vivo. É fazer um seriado mexicano sobre um cara que mora num barril, com poucos atores, cenários horríveis e nenhuma grana nos anos 70 e ser um fenômeno de audiência até hoje. É construir uma biblioteca para crianças carentes num avião abandonado no Recife. Enfim, são coisas que pessoas únicas tiveram a audácia de fazer. E fizeram com verdade, entusiasmo, originalidade, o que as permite retrucar a Renato Russo com toda razão: não Renato, não é mais do mesmo.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Mussarela ou calabresa?

Sobre o bafão do Senado ontem, tenho algumas considerações...

O Gabeira tá velho. A cara dele caiu! Ele não tá a cara do Itamar?? Mas mesmo assim, você é um cara bacana. Pra que essa violência, Gaba? Vamo ali atrás fumar um baseadinho pra gente se conhecer melhor?


Adoro cartazes no meio do fervo. Aquele povo que corre na São Silvestre então, vestidos de elvis, chacrinha, carregando cartazes tipo "mãe, to aqui", "Laura, te amo", "é nóis na globo", acho o máximo. Sou doida pra fazer isso um dia. Esse também tá bacana.


No entanto.... quem deveria estar nessa seção super ultra secreta, foi barrada.... gosto de gente assim.


Beautiful people

Além de barbarizar o mundo com sua cara cinza, Marlyn, o Manson, decidiu pintar... aquarelas.
Tamanho dote artístico acabou virando uma exposição sabe onde? Sim, aqui no Brasil-cheira-peido-de-gringo, mais precisamente na Galeria Romero Brito, em São Paulo.

O dono da galeria - o próprio artista - ficou amigo do travesti gótico e deu uma mãozinha para divulgar seus trabalhos, que foram inspirados em tristeza, dor, angústia, doença, enfim, uma série de assuntos agradáveis.


Depois de visitar a exposição, você também poderá vestir seu sobretudo preto, passar um delineador no olho e dar um pulinho no show dele. Este é um programa recomendado por pastores evangélicos e consultores de feng-shui.



Uma das belezuras de Mr. Manson

terça-feira, setembro 11, 2007

Trilha sonora

A pedido da Carol, também resolvi fazer a minha lista de músicas. Veja, na verdade essa não é uma lista de favoritas, mas de canções que me fazem lembrar algum momento da vida. Portanto, bom gosto não foi fator determinante. Vamos por ordem cronológica: 1984 - Boleros (Maurice Ravel) - Sim, é aquela composição modernista francesa que já disseram ter sido desenvolvida como alusão ao ato sexual. E de fato, ela tem movimentos crescentes que culminam numa bombástica entrada de todos os metais da filarmônica. Essa música é o primeiro registro musical que eu tenho na minha cabeça: lembro que eu tinha uns dois anos e estava com minha mãe na piscina de casa (ela era magra, bonita e tomava sol) e ouvíamos essa música repetidamente. A música tem quase 20 minutos. Decorei a música inteira. E ela é só instrumental. 1990 - Seu Amor Ainda é Tudo (Milionário e José Rico) - Os domingos na casa da minha tia tinham essa música como trilha sonora. Minha mãe e minha avó faziam maionese e lasanha que se juntavam às outras comidas da minha tia. Era uma comilança sem fim, depois piscina, sol, primas e um tempo bom em que família não era problema. 1994 - Aonde Você Mora (Cidade Negra) - Essa foi a música que marcou os meus 12 anos. Eu e minhas melhores amigas, num acampamento em Altinópolis, com fogueiras, monitores bonitões (já eram super velhos, tinham 19 anos) e muitos, mas muuuitos besouros. Foram três dias inesquecíveis, principalmente o domingo que me deu uma dor de barriga arrasadora e eu destruí o chalé onde estávamos. Ninguém entrou mais lá. 1996 - Always (Bon Jovi) - As brincas bombavam. Meninos levavam refrigerante e meninas os salgadinhos. E eu tinha um homem da minha vida a cada bimestre escolar (é, um homem de 14 anos). Enfim, minha amiga Flávia tinha o quarto forrado com pôsteres do Bon Jovi e era lá que afogávamos as mágoas, ouvindo, é claro, Always. 1997 - What Happened to you? (Offspring) - Ah! Essa foi a época boa. Eu parecia um menino e vivia com camiseta de rock, calça larga, cabelo curto... lembro da Marina, minha amiga rechonchuda que ia na escola de camiseta rasgada e batia nos moleques da nossa classe. A gente era má, muito má, e eu almoçava na casa dela pra depois ir na recuperação de matemática. Hoje a filhinha dela já tem um ano e é linda. 2000 - A Child is Born (Thad Jones) - Tinha acabado de entrar na faculdade. A primeira coisa que eu fiz foi bater na porta do estúdio do Grupo Universitário de Música e pedir: "Oi! Posso tocar com vocês?". A minha primeira música foi essa e, quando acabou eu tava chorando de emoção. Lá eu aprendi a tocar jazz com o cara mais fofo e foda que já conheci, Jaime Barbosa, que foi meu mestre por mais quatro anos. 2002 - Papel Machê (Emílio Santiago) - Churrascos intermináveis da faculdade. Todos na casa da Mariana. Muita caipirinha. E no meio, todo mundo prá lá de Bagdá, a Annike - a mais bêbada de todos - pedia pra tocar no violão Papel Machê. E a gente quase se mijava de rir quando ela cantava a parte do "le le le le lele ai ai ai ai". O mundo dá voltas e hoje Annike é assessora do Frank Aguiar. Tá rica. 2004 - Uma música estranha do Khaled - Alguém se lembra daquele árabe que fazia mó sucesso por aqui? Então. Na época eu trabalhava em um site e fazia plantões de sábado à noite, domingo à tarde, uma coisa bem esdrúxula. Para espantar a depressão e a solidão nessas ocasiões, eu e meu parceiro de trabalho Igor cantávamos essa música o mais alto possível com performances corporais. Era deveras engraçado. 2005 - Chain of Fools (Aretha Franklin) - me lembra a Camila, vocalista da nossa banda. Ela canta como uma diva, mas é tão monga que foi se meter a cantar com uma banda de baile. Ela cantava Aretha Franklin como ninguém e a galera delirava. Largou a gente na mão pra cantar Calypso. Mas eu gosto dela mesmo assim. 2006 - Everlasting Love (na versão do Jammie Cullum) - mamama.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Tudo estranho. Você sabe. É como se fosse aqueles brinquedos para crianças de seis meses a dois anos onde o objetivo é encaixar as peças redondas no buraco redondo, as quadradas no buraco quadrado e as triangulares no buraco do triângulo. É. Sinto como se a gente fosse meio autista nessa brincadeira e as peças todas colocadas nos buracos errados. É difícil para nós lidar com brinquedos pedagógicos ao mesmo tempo em que somos capazes de resolver equações de quinto grau num piscar de olhos. E juntos. Esquisito, não acha? Tudo o que é estrutural nessa brincadeira nos derrota. Mas sabe, acho que podemos aprender a brincar melhor, afinal de contas, somos adultos e já conhecemos as coisas do mundo. Sabemos falar sobre a essência do amor e a limitação das pessoas, discutimos a religião do mundo e as coisas da alma. E você, tão reservado, deixou que eu te conhecesse aos pouquinhos, com medo e desconfiança, mesmo negando tudo isso. E eu vi coisas aí dentro que eu nem poderia imaginar. Gostei. Eu já disse que queria ser a sua casa. Acho que o aluguel foi pesado demais pra você, né? Disse que eu queria sentar no seu colo para que você me levasse pro seu planeta. Talvez eu tenha engordado muito e você ficou com cãibra nas pernas. Também disse que te amava. Ficou com tanto medo que só conseguiu dizer "é?". É sim. Pode puxar da memória todos os seus livros sobre amor verdadeiro e contestar tudo o que você ouviu de mim. Estou pouco me fudendo. Sabe que eu até poderia consertar o suporte de carro do seu iPod que eu quebrei com uma joelhada? Juro que um dia te dou outro de presente. Eu também poderia te dar uma caixa de Red Bull, se você me der um bom motivo pra ficar acordado de madrugada. Eu poderia até relevar as minhas mil ligações perdidas no seu celular, já que vocês dois não se entendem muito bem. E também até tentaria buscar uma explicação racional para a sua mania de atraso. Eu teria a certeza de que um dia você saberá como é bom ter uma vida prática e que complicação não é nada legal. Enfim, eu poderia ouvir suas reclamações do mundo durante horas e achar graça de quando você dorme falando no telefone enquanto eu falo sobre os buracos da minha rua. Eu poderia querer você comigo e te dar a certeza de que podemos crescer juntos. A vida seria um pouco mais divertida e você poderia enfiar o dedo no meu nariz a qualquer hora. A vida é engraçada mesmo. Você me fez pensar em muitas coisas sobre as quais eu nem fazia idéia e, olha, é fato que eu sou uma pessoa bem melhor. Vi que os amigos de verdade se contam nos dedos e isso me aproximou de quem realmente faz a diferença na minha vida. E enquanto a vida passa, você também poderia continuar me dando seus presentes. E me acordando de madrugada, talvez ouvindo uma resposta mal humorada de quem dorme pesado às dez e meia da noite. Mas te garanto, eu estaria disposta a resolver todos os problemas e a fazer por merecer a sua companhia. Te daria tudo de novo. Se você quisesse.
Eu poderia, um dia. Poderíamos, quem sabe.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Quero ser Victoria Beckham

Uanessa, que feio menina, que falta de originalidade... Faz uma carinha melhor e compra um vestido ajustado ao seu tamanho.



Hum... bem melhor. Tua cara.
Para celebrar esse momento de homenagem, uma das letras mais recentes e tocantes da diva. A primeira vez que tive o deleite de ouvir essa belea canção, as lágrimas correram e eu quase bati o carro. Cuidado: emoções fortes.
CULPADA
Me diz que vai embora
Que ama outra pessoa (putz, que chato)
Faço de conta que estou sofrendo
E começo a chorar (mulheres...)
Então, eu desabafo
Eu tenho outro também (que bafoooo!)
Alguém que escuta e me entende
Sabe bem o que é amar (na verdade, o pinto dele é maior que o seu)
As tuas malas já estão aqui (credo, são da Le Postiche)
Já não precisa fingir
Eu também te traí (que descarada)
Eu também te enganei (no duro?)
O sabor do pecado
Eu também já provei
Fui pior que você (risada macabra)
Porque eu soube esconder
Então já não se culpe, meu bem
Eu sou culpada também (você é um frouxo mesmo)
Não me olhe com essa cara (dá rugas)
Você fez a mesma coisa
Te digo, da minha parte
Eu não estou arrependida (porque de fato, o dele é bem maior que o seu)
Os homens não são os únicos
Com amores escondidos
É que as mulheres disfarçam bem melhor (fiz curso de interpretação com o Hugo Gross)
O proibido
As minhas malas já estão aqui (as minhas são Louis Vuitton)
E alguém espera por mim (seria a monstra Zilu?)