domingo, outubro 26, 2008

Tcha-tcha-tcha. Faca voce mesmo.

Foi num dia ensolarado. A comadre e eu dentro do carro e eu ainda tentando entender como seria possivel dirigir do lado esquerdo. E ver os carros andando ao contrario sem ficar tonta com aquilo tudo. Meu Ford 89 azul (o mesmo que roubaram de minhas entranhas) era o meu maior patrimonio e eu tentava sair com ele de re no corredor da casa da Comadre. Tarefa ardua. Eu suava frio de nervoso, ja imaginando que metade da parede daquele corredo estreito iria sair grudada na lateral da caranga. Mas, numa manobra perfeita, consegui sair ilesa do corredor e, num impeto de alegria misturada com a sensacao de "eu posso dirigir ao contrario sim senhor", eu comemorei com um sonoro e sertanejo "Aoooooooooooooo tcha-tcha-tchaaaaa!!!!!!". Nasceu a alegria da comunidade brasileira na Nova Zelandia e dos kiwis amigos. Tcha-tcha-tcha eh hoje nosso hino e muitos ja criaram seu proprio tcha tcha tcha customizado, empregado em diversas ocasioes. O primo, por exemplo tem o seu: "O tcha tcha tcha te pegou?". Ja o tio bebado que eu conheci no pub essa semana, de tanto ver eu e Dani falando o termo, veio perguntar o que era. Depois da devida explicacao e de uns goles extra, ele customizou a sua propria expressao: "Go tcha-tcha-tcha yoursef!". Ou "I've got 50 tcha-tcha-tchas in my bank account". Mais uma pra usar na danca do acasalamento, no bar, no pub, na rua, na chuva ou na fazenda: "Tcha-tcha-tcha, baby!". Contudo, o original (como sempre, o melhor), eh usado em devidas ocasioes, como saudacao de alguem no telefone quando atende ou liga (aoooo tcha tcha tcha! Ta boa?), quando alguem conta um causo engracado ou algo bom: - "Ganhei uma semana num resort!" - "Aoooooo tcha-tcha-tcha!!!!" - Catei um jogador de rugby ontem a noite. - "Aooooooooooooooooooooooooooo tcha-tcha-tchaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa". A duracao do "aooo" e do ultimo "tcha" varia de acordo com a importancia da ocasiao. Ultimamente tenho usado muito o tcha tcha tcha quando a bateria do meu carro ta fraca e eu tenho que fazer chupeta. Digo, todos os ultimos 4 dias, porque agora ela bateu as botas de vez e foi morar na terra das almas das baterias. Espero em breve ter motivo pra soltar um sonoro tcha tcha tcha pra mim mesma. A coisa ta feia na atualidade.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Notas rapidas e sem acento

Gente, muita calma nessa hora. Mais uma vez estou participando da exclusao digital, atraves da qual me encontro sem a bencao da wireless no conforto do lar. Por isso, quero pedir desculpas pela falta de atualizacao constante e clamar por paciencia, pois a lan house mais proxima fica ha 15 km de casa e ainda tenho que aguentar a falta de acentuacao do teclado. Merda. (Momento Xou da Xuxa) E beijo tb pra Carol (saudade da frima!), pro Geremias (nao o bebado, mas meu novo amigo que eu nao conheco ainda), pra Cumadi (a maior reparadora de feiura do mundo) e pra Laureca (que nao me esperou voltar e arrumo namorado antes de mim). Ah! Beijo pro Paulo que teve a paciencia de analisar e minhas fotografias e tb sempre vem aqui! E pra Vanessa que le o MJA e que me mandou um emeio tao bonitinho que eu ate fiquei emocionada! Obrigada! Agora vou embora e deixar 10 conto no caixa da lan house. Mas nao antes de deixar de presente esse video pra alegrar a amargura da vida. Nussss...

terça-feira, outubro 07, 2008

Romeu tem que morrer

Mal troquei o passo e ele já veio se embaraçando entre as minhas pernas. Primeiro foi o susto, a rua estava escura e mal podia-se notar um palmo à frente do nariz, segundo, não é comum eu ter companhia a essa hora da noite, voltando do trabalho. Mas ele veio querendo brincar e, mesmo que eu tentasse chutar aquela bola de pelo, não adiantaria. Gatos carentes são um terror. E quase bonitinhos. Tentando me livrar do bichano como quem tenta desgrudar uma teia de aranha do meio dos dedos, projetou-se um filme mudo na minha tela mental: me veio à cabeça Romeu, o gato gordo e cinza da minha vizinha há 20 anos. Eu amava aquele gato, rolávamos juntos na areia, em meio a mijo e cocôs pelo jardim, e ríamos como se um entendesse a risada do outro. Era amor até o dia em que sua bipolaridade aflorou, suas garras saltaram para fora da pata fofinha e ele veio pra cima de mim, deixando três riscos vermelhos na minha cara. "Malditos gatos, todos hão de queimar no fogo do inferno". E desde então comecei a odiar esses bichos vulneráveis e interesseiros, por diabos tão parecidos com os seres humanos. Eu tentava andar mais depressa mas o bichano me venceu. Aquele ronronar me irritava, mas poxa, estava frio e ele parecia querer perguntar se eu sabia onde era a casa dele. Não, meu filho, eu não sei. E foi aí que meu rancor felino parecia ter ido embora. Ele ganhou um sorriso e um cafuné na cabeça. E mais: eu nem achei ruim de ele ter me seguido até o portão da minha casa. Ok gatinho, vamos nos conhecer melhor. Sentamos na sala, eu com meu chá e ele com uma tigela de leite. Tivemos um diálogo amistoso - cada um no seu idioma - e ele parecia mesmo ser um gato bacana, pois estava ali, curtindo o aquecedor comigo, se divertindo no carpete e delirando com meus cafunés, sem me ameaçar com garras ou dentes afiados. Bom menino! E sabe que é até seria bom pra mim uma companhia, né?.E ele até que é bonitinho! No entanto, o conto de fadas durou pouco. De repente, Romeu apareceu na minha cabeça. Cinza, redondo, com pupilas verticais amaldiçoadas ... o trauma emergia com força e me fez sentir aquele arranhão na cara de novo, o que me fez lembrar de toda a falsidade que só os gatos e os humanos são capazes de ter. Não ia experimentar a dor da traição de novo e por isso levantei, abri a porta e gritei com o gato para ele por-se dali para fora. Xô, evapora, vaza, seu bicho fedorento. E lá se foi ele no meio do frio e do escuro. Quinze minutos. Foi o tempo que eu consegui segurar o remorso, até ouvir uns miados chochos, dizendo que estava muito frio lá fora e que ele não sabia onde era a casa dele. Porra, gato, assim também não né. Entra aí vai, você pode dormir no meu quarto hoje e amanhã a gente dá uma volta pela vizinhança pra tentar achar seu dono, ok? Ok. A minha tentativa de apagar o ódio do coração estava dando certo e eu realmente estava a fim de ajudar aquele pobre gatinho indefeso e de patinhas gordas. Afinal, Romeu era Romeu e havia virado adubo de cemitério há mais de 15 anos e nunca mais voltaria para me fazer mal. E aquele gato ali era um pobre coitado. Com a consciência mais tranquila que baiano em feriado, me virei para ir pro quarto e durante esse movimento de segundos ouço um barulho. Prrrruuuuuuuuuuhhhhh. Ele cagou na minha cozinha, um cocô cor de pasta de amendoim, num rastro que foi da pia até a geladeira sem dó nem piedade, como o toque final do pintor numa obra de arte abstrata ou do chef num prato da gastronomia contemporânea. Chutei o desgraçado pra fora e, depois de limpar toda aquele rendevouz, afirmei pra mim mesma, em tom de oração, que confiança é algo que não se deve dar a gatos e que Romeu, ah, Romeu, ele está vivo em todos eles. Nos gatos e nos seres humanos.
Bonitinho, mas ordiário.

domingo, outubro 05, 2008

Saco.

Conta de luz de 2 mil dólares. Confere. Mudança de casa, de cidade e de trabalho. Confere. Amigos longe. Confere. Falta de roupa de verão. Confere. Verão de 15 graus. Confere. Curso de barista cancelado. Na hora. Sem nenhum aviso. Confere. Refund do pagamento lendário. Confere. Flatmate que fugiu sem pagar as contas da casa. Confere. E se eu encontrar esse japoneis fajuto eu arredondo os zóio dele no dente.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Nos tempos da brilhantina...

E não é que, como que por um milagre, eu descobri umas fotos antiquérrimas minhas na internet e vi que boa parte da minha vida tava contada lá, num fotolog xexelento de uma recém formada mais xexelenta ainda. E resolvi compatilhar esse momento, bixo, mmmmmaravilhoso. (voz de Roberto Carlos).
Pra começar, lá estava ela! A foto da moqueca de peixe sendo descarregada no esgoto de Ribeirão Preto por ela, lady cherry , fina e elegante, Eliza Maria. E me lembrei das noites varadas em que compunhamos raps, curtas metragens, radio novelas, por vezes íamos a algum show de rock podre, ou nos acabávamos com a turma na biboca enfumaçada dela. Como esse dia. Eis a prova.
A outra, foi um momento antológico do período pré-formatura nos churrascos sociais na casa da Mariana japa. Aí, eu, ela e a Sarah, a impagável dona do Shoe-Me, discutindo o que iríamos ser quando crescer. Eu ia ser o Sebastião Salgado de Ribeirão Preto (ai que naipe, meu deus), a Sarah ia ser dona do blog mais famoso da internet e Mariana ia ser a primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Pelo menos a Sarah deu certo.

A vida de estagiário, vamo concordá, não é fácil. Ainda mais estagiário de jornalismo. Né?

A mais remota de todas, eu dedico pra Caroca, minha frima mais amada que tb ta por aqui e é a de laço rosa e discreto na cabeça. O aniversário era dela, mas como boa leonina e eu quis aparecer mais que a aniversariante. Será que deu certo? A outra coisa interessante é a cara do meu primo ali do lado, não se sabe de que nave ele caiu e que tipo de chá ele andou tomando. Família, né!?

ufa... chega né!