quinta-feira, janeiro 29, 2009

Inácio, don't do it.


he did.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Maluca? Sorry, Malu.

Gênio, autista, farsante, puro marketing, criança prodígio, mala, anti-patriota, extraterrestre, fenômeno, modinha, linda, ridícula, retardada. Esses são alguns dos muitos adjetivos atribuídos a uma menina de 15 anos que compõe, toca e canta, abocanhando um sucesso estrondoso entre os ratos de internet. Mallu Magalhães já é nome de gente famosa e eu posso estar bastante atrasada em relação à popularidade da menina, mas vou ser obrigada a dizer: tremi por dentro quando escutei a primeira música dela, coisa que eu não sentia desde quando conheci Gin Wigmore (minha deusa kiwi) pela primeira vez. E, para o bem de todos, eu não vou botar a mão no queixo e dar uma blasé tentando definir a beleza da voz de Mallu, tampouco falar do impacto que ela teve no universo quase póstumo das gravadoras. Também não vou me atrever a falar sobre o poder da internet e muito menos do relacionamento entre ela e o já bem adultinho e barbado Marcelo Camelo (ok, soa pedofilia, uma coisa meio Lolita, mas achei bem subversivo, ops, bonito os dois juntos). Assistindo qualquer entrevista de Mallu na televisão (You Tube escutai a nossa prece), é nítida a diferença entre a sua maturidade pessoal e musical, as quais se debatem no chão duro chamado '15 anos de idade'. Uma se esconde envergonhada, anda desengonçadamente, insiste nos olhos baixos e não consegue completar frases que tenham mais que sujeito-verbo-predicado. A outra é fã de Bob Dylan, Beatles e Johnny Cash, além de soltar desenhos coloridos pela boca enquanto canta. Quando escutei "Tchubaruba" pela primeira vez eu estava escrevendo e precisei parar. Percebi borboletas voando no meu estômago e uma força superior forçando meus lábios num sorriso. Senti também meus pés saírem do chão, um pouco antes de a cadeira em que eu estava sentada começar a flutuar pelo espaço. Logo depois, cruzaram meu caminho elefantes voadores cor-de-rosa e um monte de lírios brancos que despejavam estrelinhas coloridas pela Via Láctea. O mesmo cenário continuou quando começou "Get to Denmark", se estendendo por todas as outras canções do cd. Conforme "It takes two to tango" ia terminando, a cadeira foi pousando no chão suavemente, os elefantes foram embora pela janela e eu voltei a ser a medíocre mortal de sempre. Independente do que você sinta ao escutar ela cantando, uma coisa é certa: Um encontro entre ela e Daniel Johnston geraria milhões de elefantes cor-de-rosa e uma infinidade de estrelinhas coloridas. E se eu presenciasse esses dois juntos um dia, nunca mais voltaria à Terra. Nunca mais.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Grace is gone

Guerra no Iraque, perda da mulher amada, relação pai-filhos e música triste... tudo isso seriam ótimos clichês para basear qualquer melodrama cheio de lugares-comuns, pronto para os bocejos mais longos da história do cinema. Qualquer um, menos "Grace is gone".
Foi por acaso que cheguei nesse filme e confesso, escolhi pelo John Cusack e pela capa - que me prometia tudo o que eu queria: um belo dramalhão sobre relações interpessoais pra ontem à noite.
Mas veja que a vida é feita de surpresas... esse foi, definitivamente, um daqueles filmes que apertam nosso coração do começo ao fim, fazem com que a gente enxugue os olhos a cada meia hora, sem no entanto ofender o nosso cérebro com takes óbvios e choramingos românticos.
Muito mais do que falar da dor da perda e de quão profundas e abrangentes são as marcas de uma guerra, Grace is Gone é arte, um filme que fala com cor pastel, com pianos e acorde menores na música - composta por Clint Eastwood...
Na verdade, não dá pra dizer muita coisa sobre o filme mas, particularmente, foi um dos maiores filmes focados no assunto "pai", desde "I am Sam" - onde, incrivelmente, Sean Penn é capaz de dilacerar qualquer um com a sua relação extra sensorial com Dakota Fanning.
Bom, o fato é que "Grace is Gone" tinha tudo pra ser uma merda, não fosse a brilhante forma com que a história é contada. Junte aí um John Cusack completamente entregue e uma fotografia que poderia emudecer o filme e deixa-lo ainda mais bacana. Taí o resultado.
Ah, e pra matar de vez, o tema do filme é do Jammie Cullum.
Precisava tanto?
PS: Valendo um automóvel zero quilômetro pra quem achar a Marisa Tomei no filme.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

See ya...

Deixar coisas para trás nem sempre é coisa fácil. Foram-se seis meses exatos na Ilha Sul, que eu amei e odiei com todas as forças que me cabiam. Mas típica coisa... ai ai ai , que aperto na hora de dar tchau. Aperto de deixar aquele lago incrível, as noites geladas mas com um céu lindo de morrer, a minha flatmate-irmã-mais-nova-com-mal-gosto-pra-filmes, os tombos de bicicleta, o sorvete da Patagônia (gisuis), meu carro que sempre tocava a sequencia insana Zeca Pagodinho, Ben Kweler e Flight of the Conchords...
Também tinha os picos brancos das montanhas, a estrada enfeitada com milhões de plantações de uva, o cheiro de muffin vindo da rua principal, o roast lamb no jantar, o cheiro de detergente que nunca saía da minha mão, as baladas horríveis que sempre acabavam em pipoca e filme em casa, andar de caiaque a tarde, o rádio tocando country toda manhã, a loucura de Queenstown e seus 3 mil brasileiros, as trips não programadas que mostrava que a Ilha Sul da New Zealand é coisa de outro mundo.
Turista? Quer ir?
Uma das trips mais massa que eu fiz por lá (pra dar adeuzinho de acordo) foi Fox Glacier, na Costa Oeste da Ilha, uma cidadezinha de 250 habitantes (ah, novidade no sul né), com uma geleira tão azul que dá medo. Recomendado!
Lá é assim... é necessário fazer o booking no iSite com dois dias de antecedência porque é o passeio mais procurado de Fox Glacier. Não se preocupe em ficar perdido, não existe esse risco. Depois de pagar a taxa - $380 - vc vai de helicóptero até a geleira com o seu grupo e dois guias. Prepare-se. Duas horas de hiking te aguardam. Por isso, é bom levar óculos de sol (impossível ficar sem) e jaqueta de frio, apesar de que no verão é possível ficar de camiseta.
E não saia da vista dos guias. Os últimos que fizeram isso morreram numa avalanche dois dias antes. Meda.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Soundtrack

Creio que não sou a única a sofrer com isso. Digo, com trilhas sonoras, essas malvadas criaturas que penetram nossas vidas e acabam deixando os momentos maiores e mais importantes do que eles realmente são. Me toquei que tudo o que se passou ganhou lá a sua trilha sonora. Todas as situações, pessoas e momentos, quando lembrados hoje vêem com o hit correspondente. Não tem dessas coisas? E é só pra te deixar um pouquinho triste. (ou vai me falar que melancolia te deixa feliz da vida?). Baixei pra uma amiga o Cor-de-rosa e Carvão, da Marisa Monte (do caralho, por sinal) e imediatamente, logo que a primeira faixa começou, lá fui eu pra longe, com o cérebro puxando os arquivos de memória correspondente ao que os ouvidos escutavam. Ano Novo de 1997. Ainda tínhamos festança com a família na casa da tia. E também estavam lá os amigos mais queridos do mundo, inclusive o Gustavo, cantando Dança da Solidão na janela, com o cigarro na mão enquanto Marisa Monte fazia a sua parte no player. Eu ria muito da performance dramática dele, que fazia sempre questão de fazer demonstrações artísticas pra minha família, que se cagava de rir. Eliza e Caroca ainda eram loiras - e insistiam nisso. Eu tinha 15 e a família ainda parecia uma família. Pessoas amadas ainda estavam aqui na Terra fazendo coisas gostosas na cozinha enquanto nós nos divertíamos na sala. E Marisa Monte fez a trilha dessa noite. Uma tão doce quanto a outra.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

COMUNICADO IMPORTANTE

O Mãe Já Acabei completou dois anos no mês passado e eu esqueci.
Lembro que eu iniciei alguns blogs por várias vezes e nessas muitas desisti por achar que tudo o que saia da minha cabeça era um grande cocô azedo.
No entanto, Conceição, eu me lembro muito bem... de quando o MJA nasceu. Eu estava trabalhando e cheia de coisas pra fazer. Tinha mil pautas e mil entrevistas pra fazer e a minha solução pra tudo foi: criar um blog, e esse seria pra valer.
E daí foi. Uns e outros chegavam, liam, iam embora e voltavam. Ganhei esse template legal depois de um tempo e foi divertido.
As pessoas deixavam comentários e me mandavam emeio, na maioria das vezes bastante simpáticos.
Alguns outros me conheceram através das porcarias que eu escrevo aqui, e a esses, gente, eu juro, não sou uma pessoa tão desprezível assim.
É.... o tempo passou, eu mudei, as coisas aconteceram e tudo chega ao fim.
E você já pensou logo que eu ia acabar com o blog porque todo esse textinho dramaticoso te fez acreditar que era o fim da linha, bau-bau, neca de pitibiriba. Sinto muito.
Po, o blog fez 2 anos, cara!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E eu to mó feliz por isso!!!!!!!!!!!!!!!!! Acabar é o caralho, eu quero é deixar esse blog lascando de bonito e trazer coisas novas e interessantes, textos sempre melhores e mais divertidos, porque eu adooooooooooooooooooooooooro ele.
E antes que eu me esqueça, (música romântica) muito obrigada aos estimados e poucos amigos, leitores, blogueiros e desocupados em geral que passam por aqui todo dia. Obrigada por desperdiçarem um pouco do seu tempo comigo, por mandarem emeios carinhosos.
To é bem afim de mudar o template do Blog em comemoração aos 2 anos de deserviço à comunidade. Esse já está, digamos, defasado.
Como meu talento gráfico-artístico se resume ao (mal) uso do Paint Brush, peço sua ajuda para a nova cara do blog.
Como você gostaria de ver o MJA 2.8 turbo hi-tech?
Sugere alguma coisa aí, porra.
Obrigada.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Só Hitchcock salva

- É ele! - gritou pra si mesma, enquanto tentava dar seta e jogar o carro no acostamento ao mesmo tempo. Lá vinha ele correndo com a mochila nas costas, pronto pra entrar no carro e fazê-la feliz pra todo o sempre. - Pra onde você ta indo, moça? E reluzia os olhos azuis e o cabelo jogadinho, loiro até a morte. - Prá onde você estiver indo, homem da minha vida. E lá se foram os dois, rumo à cidade mais próxima, de onde ele pretendia pegar um avião rumo à Tailândia. No entanto, ela sabia que aquele avião iria decolar com um passageiro a menos, porque de duas uma: ou os dois passariam o resto da semana trepando num hotelzinho barato na beira da estrada, ou então acampando na beira do lago, trepando. - E então, tá de passagem por aqui? Ela perguntou, até esquecendo sua fobia de pessoas. - Sim. Passei os últimos meses rodando e morando em backpackers por aqui e agora quero conhecer a Asia. Você também tá viajando, morando em backpacker? - Sim e não. Tenho viajado bastante, mas não moro em backpacker nem a pau. Sou antisocial. - Acho que não. Não mesmo - disse ele, com um sorrisinho de lado. E nesse momento, ela se virou pra estrada e se preparou para o grande momento. Era essa a parte da hitória em que ele a pega pela nuca, param o carro e se beijam desesperadamente. Dali em diante, só água fervendo pra separar. Ela jogou o cabelo pra tras pra facilitar a vida e sorriu pra ele. Mas não. Ele recostou no seu banco de passageiro e continuou comentando sobre a beleza daquelas montanhas e quão boa era a vida ali. Ela respirou fundo e resolveu dar mais uma chance pra ele fazer mais tarde o que mandava o roteiro. Uma hora ou outra vai ter que acontecer, não podemos ser assim, digamos, tão "disponíveis". E a viagem seguiu com algumas risadas e nada em comum. - "Perfeito" - pensou ela em determinado momento da conversa, lembrando que os opostos se atracam e imaginando quão histérica sua mãe ficaria ao conhecer tamanha beleza ariana, no almoço de domingo da família. Ela diria "essa é minha filha" e mostraria a foto do bofe para todos os colegas de trabalho. Enquanto ele contava suas experiências de viajante sem rumo, ela já organizava mentalmente a fala quando ele chegasse mais perto, e o imaginava num terno escuro de gravata fina e preta com um all star azul claro, pra combinar com o tom dos seus olh... - Pode me deixar aqui mesmo. - Mas já? - Sim, chegamos. - Ah. Claro. Vou abrir o porta malas pra você pegar suas coisas. E enquanto ele pegava sua mochila, ela ajeitava a blusa e suspendia as calças, molhava os beiços e tentava desembaraçar o cabelo com os dedos. O ápice do roteiro estava chegando. Eles se olharam por um momento e ele foi em direção a ela, em passos astronáuticos, em câmera lenta. Abriu os braços e... "Ai Jesus, eu aceito, sim, sim, na saúde e na doença, na alegria e na triste..." - Muito obrigada - disse ele, dando-lhe um abraço tão frouxo com as pernas dela - Você foi muito legal. E se afastou de frente pra ela, depois dando-lhe as costas, sumindo na poeira da estrada. Ela soltou a respiração e relaxou os músculos da cara, que estavam prontos para o beijo quilométrico. Murchou os ombros. Entrou no carro e pegou a direção de casa, com um franzimento de testa que poderia ser traduzido em auto-piedade ou em um "homens-são-todos-uns-bostas-mesmo". Nesse momento, apertou o volante nas mãos e prometeu para sim mesma que, mesmo que a locadora continuasse com a promoção de Comédias Românticas a 1 dólar, ela iria ficar com os de terror. Os clássicos, de preferência.

Não me importa que a mula é manca, eu quero é rosetar

Tem uma hora na vida da gente que pensar começa a dar muita canseira. E digo isso honestamente: cansei de pensar. Sei que perdi grana na porra dos meus investimentos e que deveria ter vendido minhas ações mais cedo. Mas quer saber? Que saiam voando todos os operadores da bolsa e suas estatísticas, que se foda a crise imobiliária do ano passado dos EUA, e que se lasquem as variações de câmbio e a instabilidade da moeda. E também que se lasque o Obama e sua falta de rugas na cara. Sei que o restaurante que me emprega está cheio de problemas no quesito "marketing e qualidade" e desejo, como votos de ano novo, que a comida esteja cada vez pior, que a pintura na parede descasque até aparecer a casa do vizinho, que o molho de mushroom continue com gosto de velho e que o cheesecake seja servido cada vez mais azedo. Eu não quero saber, quero meu pagamento. Soube dos problemas na faixa de Gaza. E quer saber? Sorte minha que eu não moro lá. Meu flatmate acabou de desligar a televisão que eu estava assistindo? Que vá pá merda o quão gente boa ele é. Me irritou e por isso merece ser afogado no óleo quente. Que as pessoas têm bom coração eu sei. Mas como o inferno tá cheio de boas intenções, eu quero é que todo mundo vá pra puta que pariu. Ponho agora uma peruca loira e saio dançando salsa pela rua. Comendo uma cebola crua.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Mais um.

Ivan Lins ainda tá ressoando na minha cabeça, cantando "feliz navidad, feliz navidad", mas que o ano acabou com a graça do senhor, isso sim. Acabou graciosamente e a festa de reveião fechou com chave de ouro esse 2008 da porra, do jeito que eu merecia: jogando sinuca, sóbria, cuidando de dois amigos bêbados e com um vôo marcado para as 10 horas da manhã do dia primeiro. Palmas!!!!! Resultado: voltei pra casa as 8h30, arrumei minhas coisas, peguei o avião e quando cheguei vomitei no aeroporto. Tudo ótimo pra começar a trabalhar no dia seguinte. Na verdade foi um dos reveião mais divertidos da minha curta vida. E à base de água com gelo simplesmente por vontade própria. O foda foi voltar pras montanhas geladas da South Island depois de tudo. Todo esse final de ano foi filosofante pra mim. Lembrei do reveião do ano passado e dos 20 quilos a menos no meu corpinho. Também lembrei de quando disseram que o mundo ia acabar no ano 2000. Lembrei ontem mesmo eu tinha 17 anos. Foi melhor parar por aí. Do mais, digo que 2009 vai ser bom pra mim. De alguma maneira, porra, eu mereço. Bom, esse post foi mesmo pra dar notícias. Eu to só o farelo da rosca e preciso dormir. Tudo porque o chef chapado do restaurante teve seu momento Amy Winehouse e saiu chutando e xingando tudo ontem à noite. Rehab é pra fracos.

Teve um bão reveião, Amy?

- No, no, no.