sexta-feira, junho 26, 2009
Guenta.
tributos, documentários, feiras de ciência e monografias sobre Jacko. Entrevistas, reprises, matérias sobre Maicou na favela do Rio.
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No mais, to chocada.
Pra mim, ele era imorrível.
Agora, só me resta o Golimar.
terça-feira, junho 23, 2009
Nerd
Me disseram lá no trabalho que os meus cafés estão ótimos. Textura do leite perfeita, shots com a pressão perfeita, coffee art maneira.
Elogios, óbvio, são sempre bem vindos e, na humildade de uma aprendiz, eu soltei que ando estudando em casa porque gosto dessa segunda profissão, lendo sobre café e assistindo a videos de baristas fodões no You Tube.
Nisso, as duas sub-gerentes se entreolharam, gargalharam e não se conformaram com o fato de eu trabalhar 40 horas por semana e ainda cometer o crime de estudar o caralho em casa.
Moral da história:
Eu nunca vou ser chefe na vida. Mesmo.
quinta-feira, junho 18, 2009
Dia de princesa gone wrong
Saí no meu day off para fazer compras. O shopping todo estava em promoção e então decidi comprar tudo o que eu me deu na telha como se não houvesse amanhã.
Obviamente, um aerolito marciano caiu na minha conta bancária e arregaçou a boca da favela. (??)
Mas, sendo pessoa recatada na mulherzice que sou, nunca me dando o direito de esbanjar dinheiro - principalmentre em vestimenta - estranhei a renovacão do guarda-roupa. Por isso minha vó me lançava adjetivos dóceis como ligiera, porca madona, e mais uma infinidade de italianisses gozadas que me tiravam de sem noção pra se vestir.
Mas hoje, acordei com um véu de tule na cabeça e saí gastando os tubos entonando "como uma deusa, você me mantém" pelos corredores do shopping.
Para comemorar, logo após a orgia vestuária, comi um toroço de bolo de carne em casa e fui na yoga em seguida.
Além de ter experimentado a magnífica sensação de peidar de cabeça pra baixo, parece que eu tenho uma lamparina a querosene acesa na minha traquéia.
Viva.
quarta-feira, junho 17, 2009
Preguiça de poesia
Eu tenho preguiça de poesia. Sério. E minha relação com essa forma ancestral de escrita é meio amor e ódio, mais o segundo que o primeiro, dada a mediocridade com que eu tentava fazer poesia entre minha infância e essa idade estranha em que me encontro agora.
Eu sou dessas que guardam caderninho de poesia. no fundo da gaveta e, certa vez, procurando um dos pés da meia, achei o que eu escrevia. Lembro que senti uma mistura entre vontade de vomitar com palpitação e vermelhidão na cara, ao mesmo tempo em que jurei aos céus nunca mais tentar rimar palavras, principalmente as finalizadas com ditongos.
Chegam então os oitentistas berrando por aí que o poeta está vivo, aquele mesmo que usava bandana na testa e se chapava até com esmalte colorama. Poesia era então - para que eu morda minha língua mil vezes - rimas infantes como: Amor da minha vida Daqui até a enternidade Nossos destinos foram traçados Na maternidade.
Na escola me enfiaram pela goela abaixo Fernando Pessoa, mas nunca me apresentaram Hilda Hilst, a louca puta véia de Campinas que morreu cercada por 200 gatos e deixou um legado de maravilhosas poesias arreganhadas e outras nem tanto. Na faculdade, os professores e os puxa-sacos vomitavam Neruda, mas ninguem me falava de Manoel de Barros, que com a simplicidade de um ribeirinho me fazia chorar ao descrever o canto de um passarinho.
Nunca me apresentaram o Xico Sá nas rodinhas intelectuais com gente empoeirada. Concluí que tenho medo de rimas e gente blasé, não exatamente de poesia. Que otária. ________________________________________________________________________________
Eu sou dessas que guardam caderninho de poesia. no fundo da gaveta e, certa vez, procurando um dos pés da meia, achei o que eu escrevia. Lembro que senti uma mistura entre vontade de vomitar com palpitação e vermelhidão na cara, ao mesmo tempo em que jurei aos céus nunca mais tentar rimar palavras, principalmente as finalizadas com ditongos.
Chegam então os oitentistas berrando por aí que o poeta está vivo, aquele mesmo que usava bandana na testa e se chapava até com esmalte colorama. Poesia era então - para que eu morda minha língua mil vezes - rimas infantes como: Amor da minha vida Daqui até a enternidade Nossos destinos foram traçados Na maternidade.
Na escola me enfiaram pela goela abaixo Fernando Pessoa, mas nunca me apresentaram Hilda Hilst, a louca puta véia de Campinas que morreu cercada por 200 gatos e deixou um legado de maravilhosas poesias arreganhadas e outras nem tanto. Na faculdade, os professores e os puxa-sacos vomitavam Neruda, mas ninguem me falava de Manoel de Barros, que com a simplicidade de um ribeirinho me fazia chorar ao descrever o canto de um passarinho.
Nunca me apresentaram o Xico Sá nas rodinhas intelectuais com gente empoeirada. Concluí que tenho medo de rimas e gente blasé, não exatamente de poesia. Que otária. ________________________________________________________________________________
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Textos e crônicas
quarta-feira, junho 10, 2009
Teoria e prática
Estudei música desde os nove anos e você nesse momento há de me perguntar: pra quê?
Para que, no auge do orgulho incontido, minha mãe pudesse arrastar todas as 27 tias velhas para o meu quarto e me obrigar a tocar Carlos Gardel, fazendo a turma da senilidade ir ao delírio. Também serviu para meus pais me exibirem na festa do quinquagésimo sexto aniversário dos meus vizinhos como uma aberração de cinco pernas do circo Vostok, me empurrando para o meio do oba-oba com meu Yamaha-vergonha-eterna e meu livrinho de partituras de boleros e rumbas.
Sem contar as incontáveis perfomances às 7 da manhã no saguão nobre (veja, n-o-b-r-e) do Hemocentro de Ribeirão Preto, onde a platéia eram dois ou três cidadãos que acordaram cedo no domingo para doar sangue em jejum, mas que eu tinha certeza de que estavam lá pelo pão com presunto e suco de laranja que lhes eram entregues após a prática solidária.
Minha mãe se desmanchou então quando apareceu a gig dos sonhos com a minha primeira banda - "ai, que gracinha ela tocando com os amiguinhos": o palco da igreja mórmon da cidade era só nosso. U-hu.
Portanto: se você tem filho ou planeja tê-los, mantenha-os longe das escolas de música cuja professora-dona pesa mais de 90 quilos e come sanduíches de mortadela durante as aulas. Acredite, elas são enviadas pelo lado Negro da Força.
Zezo, aluno-primor da Atonal do Pará Escola de Teclados.
Para que, no auge do orgulho incontido, minha mãe pudesse arrastar todas as 27 tias velhas para o meu quarto e me obrigar a tocar Carlos Gardel, fazendo a turma da senilidade ir ao delírio. Também serviu para meus pais me exibirem na festa do quinquagésimo sexto aniversário dos meus vizinhos como uma aberração de cinco pernas do circo Vostok, me empurrando para o meio do oba-oba com meu Yamaha-vergonha-eterna e meu livrinho de partituras de boleros e rumbas.
Sem contar as incontáveis perfomances às 7 da manhã no saguão nobre (veja, n-o-b-r-e) do Hemocentro de Ribeirão Preto, onde a platéia eram dois ou três cidadãos que acordaram cedo no domingo para doar sangue em jejum, mas que eu tinha certeza de que estavam lá pelo pão com presunto e suco de laranja que lhes eram entregues após a prática solidária.
Minha mãe se desmanchou então quando apareceu a gig dos sonhos com a minha primeira banda - "ai, que gracinha ela tocando com os amiguinhos": o palco da igreja mórmon da cidade era só nosso. U-hu.
Portanto: se você tem filho ou planeja tê-los, mantenha-os longe das escolas de música cuja professora-dona pesa mais de 90 quilos e come sanduíches de mortadela durante as aulas. Acredite, elas são enviadas pelo lado Negro da Força.
Zezo, aluno-primor da Atonal do Pará Escola de Teclados.
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segunda-feira, junho 08, 2009
Troco
Lembro-me o dia em que minha amiga chegou de uma viagem longa a Austrália. 10 quilos mais redonda mas bastante feliz com a experiência. Fui visitá-la e, depois de quase um ano sem nos ver, a única coisa que saiu da minha boca infame quando nos encontramos na sala da casa dela foi: "nossa! que estrago!".
Ela ficou arrasada, esperava uma recepção um pouco menos digna de palestrante do Vigilantes do Peso. Um pouco mais calorosa, um pouco menos estraga prazeres.
Enfim, 12 anos depois do acontecido, ela tem a chance vingar sua mágoa do passado distante: o estrago aqui foi muito pior e você pode me zoar com gosto.
Minha querida, taca Chico Buarque na vitrola cantando Joga Pedra na Geni e prepare-se para cobrar nossa antiga dívida.
PS em minúsculo: ainda resta uma esperança devido a nova aquisição em dupla com Laurinha: um cd de hipnose para emagrecimento. Eu sempre botei fé nas terapias alternativas mesmo, dessa vez misturada com um bom punhado de auto-vergonha-alheia.
PS em minúsculo: ainda resta uma esperança devido a nova aquisição em dupla com Laurinha: um cd de hipnose para emagrecimento. Eu sempre botei fé nas terapias alternativas mesmo, dessa vez misturada com um bom punhado de auto-vergonha-alheia.
sexta-feira, junho 05, 2009
Ae, amigão.
Às vezes eu me pergunto o que faria tanta gente aglomerada no meu msn. Digo, nem é tanta gente assim, mas um tanto considerável, sendo que converso com uns quatro/cinco deles regularmente.
Não me dá muita vontade de saber o que aquela amiga da cunhada da prima da minha amiga anda fazendo da vida, sabe? Porque diabos ela ainda pisca no canto direito do meu monitor todo santo dia? Qual motivo, razão ou circunstância de eu ser obrigada a ler a vida inteira da minha ex-colega de trabalho há miliano atrás, cuja mensagem pessoal diz que apesar de ela estar triste por não poder treinar, ela ainda sente esperanças de que os ligmentos do seu tornozelo melhorem com aplicações diárias de gelol e muita força de vontade?
Também tem o ex-namorado da amiga que ainda me convida por spam no msn para assistir ao show de trash metal da banda dele no Espaço Porão Podre, aquele mesmo bar que a galera frequentava quando tínhamos 14 anos de idade e bebíamos martini para conquistar os roqueirinhos pré-adolescentes e mono-roupa (leia-se camisa do Iron Maiden).
Desconfio da sanidade daquela colega que sequer lembra em qual ocasião me conheceu e vem puxar conversa dizendo estar mortinha de saudade. Oi?
Dúvidas sobre minha racionalidade pairam sobre minha fraca consciência nos últimos dias.
Coisa de gente estressada com um emprego mal remunerado e de alto risco, que me exige calmaria ao lidar com canecas aço inox de leite quente, pó de café e mistura para milkshake.
Um perigo.
segunda-feira, junho 01, 2009
Cadbury eyebrows
Me cago nas calças quando vejo a nova da Cadbury. Chegou aqui na NZ a pouco tempo e veio lá dos reino unido.
Aqui tem as versões do comercial com celebridades. Se não conseguir assistir, iutuba aqui que tem uma com a Lilly Allen que é muito engraçada. Obs: Dairy Milk fudeu a minha vida por ser o melhor chocolate da galáxia.
Aqui tem as versões do comercial com celebridades. Se não conseguir assistir, iutuba aqui que tem uma com a Lilly Allen que é muito engraçada. Obs: Dairy Milk fudeu a minha vida por ser o melhor chocolate da galáxia.
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