quarta-feira, outubro 21, 2009

Boas Novas

As frases que ventilam a cabeça de qualquer empreendedor são: "Preencher uma lacuna do mercado" "Fazer algo que não foi feito antes" "Atender um público específico" "Revolucionar o conceito de..." "Oferecer atendimento/produto diferenciado" Enquanto as palavras-chave são: inovação, personalização, originalidade, customizado, audacioso. E assim estamos sempre todos iguaizinhos um ao outro achando que somos únicos.

Como a modernosa que vai ao cabelereiro fazer um corte super retrô-futurista (subentendendo ser algo fora do tempo, que ninguém da atualidae ousaria fazer) e encontra pelo menos dezessete iguais a ela no shopping. Não tente me convercer, portanto, de que a sua loja é mega diferente porque é toda pintada de fúcsia e azul-cobalto.

Também prefira calar-se quando conhecer um designer que trabalha com espaços vazios, tipo, cara, super clean. "Nossa que original, o Cleiton é campeão de air guitar nacional". Vá lavar uma roupa, meu filho. "Ah, a Leila montou uma banda só de mulheres! Não é o máximo?" Não. "A Carlinha agora faz brinquedos de tricô e jornal. Super auto-sustentável e chique." Enfia sua sustentabilidade no cool. "O Wilsinho agora só tinge o cabelo de azul e diz que é contra o sistema".

Se cadastra numa agência de emprego, cacete. É que nos ultimos anos não tenho me surpreendido com nada. Acho que é uma fase Alcione, meio marrom, sabe.