Muito mais do que um ganha-pão, escrever é uma terapia. E isso eu percebi há muito tempo. Disse uma vez, numa palestra pra alunos de jornalismo, que viver de escrever é um privilégio e quem consegue chegar nisso é um grande sortudo. Eu sou. Eu acho.
O blog completou 5 anos esse mês. E eu tenho certeza de que muitos de vocês vão concordar comigo numa coisa: não há nada pior do que ler coisas que você escreveu há mais de dois anos. É terrivelmente vergonhoso. Dá ânsia de vômito. Vontade de fazer cocô em cima da própria cabeça. Mas é assim que as coisas andam pra frente. Um dia após o outro. Ver que o que você faz hoje é menos horrível do que o que você fez ontem dá uma sensação boa.
Tem aquelas épocas né, pelas quais passa todo mundo que gosta de escrever: a fase do escrever sobre o amor. Depois sobre a dureza que é amar, seguido dos textos de negação do amor, e logo os textos detalhistas sobre relacionamentos. “O cheiro dele às 18h, a mochila que ele sempre esquecia sobre a mesa da sala”. Quem nunca?
Todo mundo, um dia, quis (ou ainda quer) ser Martha Medeiros. Tati Bernardi, Clarice Lispector, Fabrício Carpinejar. Eles são ótimos e famosos não por acaso, mas o que faz a gente querer escrever incansavelmente sobre a sombra deles sem ter coragem de admitir que não temos muita criatividade pra escrever sobre outras coisas? Porque é a coisa mais fácil de se fazer.
Amor é o tipo de coisa pela qual zilhões de pessoas agonizam todos os dias enquanto quem escreve sobre ele tem a plena certeza de que é o único a sentir esse turbilhão de cafonices.
O amor é chulo. É bobo. É a pauta mais fácil de todas, o assunto mais lido, mais escrito, mais musicado, mais publicado, mais chorado e mais rentável do mundo. E não dá pra acreditar que não há imaginação para se escrever sobre coisas mais divertidas.
Foi por causa da vontade de eescrever sobre o amor que surgiu Drummond, Jorge Vercillo, Noel Rosa, Neruda, Roupa Nova, Kid Abelha, Fernando Pessoa, Damien Rice e Michel Teló.
E é sempre bom lembrarmos desses pequenos detalhes.


2 comentários:
Querendo ou não ele (Amor) sempre estará presente, para o bem ou para o mal sempre estará ali dando uma cutucada pode ser em forma de poesia, musicado ou na lata mesmo.
Alguns textos são bonitos, algumas musicas mais ainda, mas acho que nada se compara ao famoso “na lata” mesmo dou muito mais valor a um simples “Eu Te Amo” para um grande amigo, para seu irmão, pai ou mãe do que muitas outras coisas que simplesmente as vezes nos identificamos porém não foram vividos por nós deferentemente de um sentimento que vc mesmo demonstra para uma pessoa que vc quer o bem.
Bom texto moça
Bjs
E nem comemoramos o niver do blog? Ah... queria bolo. =D
Às vezes escrevo para desabafar. Escrevo só pra mim.
Gostaria de ter ânimo para escrever mais, mas... tá bom assim, por enquanto. Rsss...
Adoro > Fran, a minha ex-BBB preferida! kkkkk...
Bjim =)
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