quinta-feira, maio 05, 2011

Folha em branco


Abrir os ouvidos para uma música nova é igual ficar com alguém que não se conhece. A voz, a textura, a combinação de gestos, os acordes, o cheiro, tudo é estranho e curioso ao mesmo tempo.

Depois de aceitar a música ou a pessoa, pode ser que o primeiro instinto seja repelir. Sair fora.

Involuntariamente, você tenta comparar a novidade ali com o namorado (a) ou a banda mais significativa que passou pela sua vida ou seus ouvidos. E não é uma boa coisa a se fazer, porque assim a gente teima em repetir em looping eterno as nossas experiências passadas. Tipo hamster de laboratório. Tipo o que a gente costuma fazer durante toda nossa existência involuntariamente.

Mas já que aceitou ouvir a música (ou uma boca) nova (que já devem ser velhas conhecidas pra uma porrada de gente), ouça direito e sem juízo de valor.

Vai que a banda nova esteja te mostrando que é possível tocar um estilo nunca de música antes tocado? Ou que o beijo novo te apresente um tipo de pessoa que você jurava de pé junto que não existia nesse planeta.  


segunda-feira, maio 02, 2011

Às vezes é isso.