sexta-feira, outubro 28, 2011

Halloween artístico

Se você acha legal comemorar o Halloween mesmo morando no Brasil, mas não cogita a possibilidade de ir às festas adolescentes das escolas de inglês, que tal apreciar o trabalho do artista plástico Alex Wer?

Uma vez, a pedido de sua esposa, Alex fez uma escultura numa abóbora e o resultado foi tão legal que muita gente começou a fazer encomendas. Ele então se aperfeiçõou e hoje esse é o resultado: trabalhando diferentes níveis de relevo, ele consegue criar retratos perfeitos.

Se você for se casar e quiser uma decoração diferente, ele também personaliza uma abóbora para a festa, com o rosto do casal.

Mas, se isso não é lá muito assustador para a sua comemoração de Halloween, dá uma olhada na outra obra do artista: mãos feitas de carne.

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Além da carne, cebola e queijo são usados para dar mais realismo à textura.

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Apetitoso, não?

Mais aqui.

terça-feira, outubro 25, 2011

Estamos todos doentes


Tenho visto e ouvido muita gente que se diz doente por aí, físico e, não menos grave, mentalmente. Mas não é a doença em si que me faz estranhar essa galera, mas sim o orgulho e o prazer com que elas se auto-denominam “doentes”. E não estou falando só da meia idade frequentadora irrestrita de farmácias, postinhos e consultórios.

Quando alguém divulga por aí “eu sou bipolar” como se divulgasse uma dessas frases feitas fofuxas, mais me parece que está reforçando seu marketing pessoal. É bonito, tá na moda, é cool estar de bom e mau humor alternadamente. Na cabeça deles é charmoso amar e odiar pessoas na mesma intensidade várias vezes ao dia, tão charmoso quanto às  camisetas xadrezes que insistem em vestir. Tendência. Adolescentes e pós-adolescentes adoram.

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Vejo gente incapaz de manter uma amizade ou conquistar uma nova, mas faz questão de gastar o salário para chorar no ombro do terapeuta. É mais garantido. É pago. É socialmente aceito. 

Conheço estressados que se não se sentem o tempo todo sob pressão, acreditam piamente que estão pecando, burlando a lei do esforço. Precisam de argumentos para se queixar do mundo e para provar a si e aos outros que fazem muito além do que deveriam e que, portanto, merecem um troféu do universo. Nesse caso, as expectativas são tão altas quanto as frustrações.

É claro que se proclamar (disse proclamar, não ‘ser’) doido é uma vantagem que te dá a sensação de estar à frente dos normaizinhos soltos por aí. O fato é que todo mundo se acha doido, quando na verdade, é tudo a mesma coisa: um bando de gente normal que acredita piamente ser diferente.

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Quando percebo que alguém sente orgulho em se afirmar bipolar, depressivo, pessimista, neurótico, estressado, só consigo ver um letreiro em neon em sua testa escrito “olhe para mim, carrego as dores do mundo”.

Uma pausa para quem acha que eu tô desdenhando dos problemas psicológicos de cada um. Eu tenho, tu tens, ele tem e todos nós temos entraves e seria ridículo eu querer julgar a insanidade de cada um, inclusive a minha. O que difere é o que cada indivíduo faz com isso.

Se alguém passa a usar seus problemas e desvios para o auto-conhecimento e não para o marketing pessoal, aí sim, as coisas começam a ficar verdadeiramente diferentes.

Pelo menos do ângulo que eu espio a vida.

terça-feira, outubro 18, 2011

Pin up no dos outros é refresco

A coisa virou moda e todo mundo, num passe de mágica, virou vintage. Não que não seja linda a estética cinquentista, mas quando to-do-mun-do pen-sa a mes-ma coi-sa a-chan-do que é su-per di-fe-ren-te é aí que começa a degradação da ideia. 

A propaganda, o design, a fotografia, as modelos, os editoriais, a maquiagem, a música, a moda.... todos querem pin-ups incorporadas. E a mentalidade de "todo mundo tá fazendo, então vamos fazer"  faz as honras da casa e a cabecinha criativa entra na onda, ficando lá nos anos 50.  

E aí vem um fotógrafo com um adorável espírito de porco (ahhh, como eu gosto deles) chamado Rion Sabean e resolve bater o pau na mesa para mostrar pin-ups com menos, digamos, progesterona. Este é o MEN-UPS.






Essas fotos fazem parte de um calendário que, duvido, nenhum borracheiro vai querer pendurar na sua parede. Mas, se você quiser comprar o tal calendário 2012 é só entrar aqui e fazer seu pedido. Os preços vão de $25 a $125, dependendo do tamanho da impressão.

Agora, não foi só o fotógrafo acima que resolveu brincar com as pin-ups. A fabricante de equipamentos de radiografia Eizo resolveu promover sua marca e seus produtos de um jeito bastante espirituoso. 

A agência de propaganda Butter, de Berlim, criou para a marca o Eizo X-Ray Pin-Up Calendar, um outro calendário que não vai estar pendurado nas borracharias tão cedo.







terça-feira, outubro 11, 2011

Tudo mentira

Acordar com a certeza de que a vida não passava de uma farsa era tudo o que tinha praquele dia.

As roupas que faziam parecer mais magra, o carro que faz parecer mais rica, o livro na cabeceira que faz parecer mais inteligente. Tudo, nos últimos anos, tinha a simples função de fazê-la parecer maior do que realmente é.

A voz no telefone que deixa mais sexy, as fotos em que parece mais bonita, o trabalho que faz parecer mais competente, a barra de cereal no café da manhã que faz parecer mais saudável.

Tudo não passava de um superlativo. Uma lente de aumento que, aos olhos dos outros, fazia com que as coisas parecessem muito maiores do que realmente são.

Um msn que faz parecer mais companheira, uma agenda que te faz sentir mais ocupada do que realmente está, uma revista lida que faz parecer mais bem informada.

A verdade tá ali o tempo todo, sob um ego de madeira maciça revestida com o verniz impermeável da mentira. Piadinhas, churrasquinhos, cervejinhas, amiguinhos, fuminho, sozinho. Tudo pequenininho, sem um pingo de sentido. Sem sequer sombra de verdade. 

Queria um iPod, um iPad, um iPhone um ai ai ai qualquer na cama. Mas doía mesmo era de dentro pra fora. Percebeu finalmente que, não importava o que sua mãe dissesse sobre sua pessoa, o quão incrível pudesse parecer para seus amigos. O resto do mundo não está disposto a ver a origem do seu fracasso, muito menos o porquê daquilo que parece 'sucesso'. Somente os mais próximos (mas próximos mesmo, como sua própria consciência) estão dispostos a lhe entregar um possível Oscar de Boa Pessoa. E olhe lá.

Como é que pode não haver nenhuma outra alternativa além desse curso de teatro meia boca?


quinta-feira, outubro 06, 2011

Robô?

A performance mais impressionante que eu já vi na vida. Marquese Scott.



Vi aqui.