quinta-feira, janeiro 19, 2012
As pequenas coisas doem mais
terça-feira, janeiro 17, 2012
Olha o passarinho aqui, filho da puta
sexta-feira, janeiro 13, 2012
Fotógrafos estranhos: Hal
GENTE?
Fonte
Site do Hal. (vai lá)
terça-feira, janeiro 03, 2012
Super Michel Teló contra o baixo astral
Já é bom deixar avisado logo no começo que não tenho nenhuma intenção em defender ninguém, quanto menos um ~gênero~ de música que não consegue se formar de jeito nenhum nem nas universidades mais vagabundas.
Alguém com o mínimo de bom senso seria incapaz de considerar como música isso que grande parte dos nossos campeões de vendas de discos fazem há décadas. E há tantos, tantos deles que poderíamos encher o Oceano Índico com nomes escritos em Times New Roman corpo 8 de duplas, bandas e avulsos que só falam bobagens em suas canções que estão na boca do povo.
Pronto, agora acho que fica mais confortável questionar uma nova raça de super heróis opinativos que surge a cada pipocada da indústria fonográfica brasileira. Os defensores da moral e bons costumes. Os caga-regras. Os que acreditam piamente que faz muita diferença em suas vidas ter Michel Teló ou John Coltrane tocando nas rádios populares.
É bom que saibamos dar sentido a algumas denominações como povo e popular antes de sair arrotando ódio por aí.
Não entrar para a comunidade dos que odeiam isso ou aquilo não significa que um indivíduo seja conivente com o objeto de ódio em questão. Pode ser que ele sequer faça parte da realidade do tal indivíduo. Não entrar para o time dos lambedores de saco do objeto em questão, também não significa que um indivíduo não possa aproveitar seu momento de alcoolismo cantando algumas frases da ~música~ do tal objeto. Essa dicotomia, esse 8 ou 80, esse assim ou assado tá é de cagar.
Surgem Michéis Telós desde que o mundo é mundo, desde que o Brasil foi descoberto, desde que Niemeyer era criança. Oras, lutar contra isso me parece um comportamento tão repetitivo quanto as tentativas da indústria do entretenimento de estabelecer ícones rentáveis ou quanto as investidas da Globo para criar, a cada ano, um novo Ayrton Senna.
Falar mal de fulano cansa. Ouvir argumentos acadêmicos e burocratas, cheios de embasamento filosófico-cultural contra essas porcarias todas esgota. A cena que vejo nesse contexto é: o Stephen Hawkin criticando em carta aberta a banda de pop rock do sobrinho-neto dele de 12 anos.
A gente tá ganhando rugas sem saber porquê. Estamos com o intestino preso cada vez mais. Sofremos de angústia por causa de fatores que sequer alteram o andar das nossas carruagens. Sério mesmo que a fortuna de um meteoro da paixão te incomoda tanto assim?
Música existe aos montes. Da boa e da ruim. E olha que interessante: você pode ouvir o que você estiver afim. Se alguém disser no seu ouvido que assim você o mata, dê uma risadinha marota. Seu salário continuará o mesmo e você ainda tem a opção de voltar pra casa e colocar Coltrane na vitrola pra esquecer a noite.